6 de novembro de 2017

Tudo sobre o ômega 3

Olá pessoal, hoje vou falar sobre uma gordura “boa” o ômega 3. Todos sabem que o consumo de gordura “ruim” em excesso pode ser prejudicial à saúde, principalmente quando se trata de gordura trans.

Entretanto, nem todas as gorduras são consideradas “vilãs da dieta”, pelo contrário, existem alguns tipos de gordura, tais como as poli-insaturadas, que são consideradas benéficas para nossa saúde. Além disso, as gorduras são importantes fontes de energia, e ainda conferem sabor aos alimentos!

Elas também são primordiais para a absorção de vitaminas lipossolúveis, tais como as vitaminas A, D, E e K pelo nosso intestino.

Benefícios do ômega 3

O ômega 3 é uma família de ácidos graxos poli-insaturados (gorduras saudáveis), que parecem ter diversos efeitos benéficos no organismo, principalmente no sistema cardiovascular e no cérebro.

Detalhando melhor para vocês entenderem, o ômega 3 é uma família de ácidos graxos poliinsaturados, composta pelos seguintes ácidos graxos:

EPA (ácido ecosapentaenóico).
DHA (ácido docosaexaenoico).
ALA (ácido alfa-linolênico).

O EPA e o DHA são um tipo de ômega 3 normalmente encontrados em peixes, como salmão e sardinha, enquanto o ALA é um tipo de ômega 3 existente nas carnes, frutas, óleos vegetais e alimentos tais como óleo de abacate, óleo de linhaça, nozes e sementes de chia, por exemplo.

Food with unsaturated fats
Aproveite a fonte de ômega 3 dos alimentos

Atualmente, o ômega 3 é facilmente encontrado sob a forma de cápsulas gelatinosas, que contêm 1000 mg de óleo de peixe. É importante destacar que as concentrações de EPA e DHA, os tipos de ômega 3 que o nosso corpo precisa, podem ser bastante diferentes de uma marca para outra.

Em 1000 mg de óleo de peixe podem haver desde apenas 200 mg até 950 mg de EPA + DHA. E quanto precisamos? Essa dose varia! Depende da necessidade e do objetivo de cada um, somente seu médico ou nutricionista pode prescrever.

Dose diária

Geralmente a dose diária pode ser obtida através de 1 ou 2 comprimidos por dia. Dando até 500 mg a depender da marca que você comprou.

Também faz-se necessário destacar que com o consumo de 2 refeições de peixes ricos em ômega 3 por semana. É possível obter a mesma quantidade de EPA e DHA que se obtém ao tomar 1 ou 2 comprimidos de óleo de peixe por dia. Portanto, é muito mais saudável consumir regularmente peixes como salmão, sardinha, arenque, anchova, truta e atum do que gastar fortunas comprando suplementos de ômega 3 todo mês.

O problema também é que, na prática, os suplementos de óleo de peixe, principalmente em doses altas, apresentam efeitos colaterais que podem ser muito inconvenientes. Doses elevadas causam náuseas, diarréia, cólicas abdominais, excesso de gases e hálito com cheiro de peixe. Este último efeito adverso costuma ser bastante incômodo, sendo uma frequente causa de abandono do tratamento.

Em geral, não é recomendado o consumo de mais de 3000 ou 4000 mg de óleo de peixe por dia.

Em doses elevadas, o óleo de peixe pode aumentar o risco de sangramentos. Principalmente em pacientes com problemas de coagulação ou medicados com drogas que agem sobre a coagulação. Exemplo: aspirina, clopidogrel, ticlopidina, heparina e varfarina. Portanto não se deve consumir ômega 3 sem prescrição de um profissional habilitado.

😉


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Beijos da Nutri,

Vanessa Baad

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