21 de fevereiro de 2015

Tudo sobre adoçantes

Adoçantes ou edulcorantes são substâncias de baixo ou inexistente valor calórico, e que proporcionam a um alimento o gosto doce do açúcar sem as calorias deste. Os adoçantes podem ser classificados em artificiais (sintéticos) ou naturais. Os naturais são extraídos de plantas ou produzidos por via biotecnológica, já os artificiais são produzidos através de processos industriais específicos.

A lista de cada um é enorme, eu vou citar todos e destacar os mais utilizados tanto dos naturais quanto dos artificiais, isso é importante para vocês conhecerem os riscos e benefícios de cada um. Então cola na matéria e mandem comentários caso surja alguma dúvida ok?

Naturais:

Isomaltose

Manitol

Maltitol

Lactose: açúcar do leite,possui baixo efeito adoçante (ou dulçor), é muito utilizada como insumo em preparações homeopáticas.

Frutose: É também conhecida como levulose, mais doce que a sacarose, que é o açúcar refinado comum, ela é encontrada na cana-de-açucar, que é um dissacarídeo proveniente da junção da frutose e glicose.

Esteviosídeos: Extraído da Stevia rebaudina seus princípios adoçantes são usados há séculos pelos índios para adoçar suas bebidas e até como chás medicinais (as folhas da stévia podem ser utilizadas como fitoterápico). A stévia é uma planta cujas folhas têm um poder adoçante muito mais concentrado que o açúcar. Tanto é assim que este adoçante natural é capaz de adoçar até 300 vezes mais do que um adoçante comum. Um dos adoçantes que mais indico ela não traz os riscos dos adoçantes artificiais e ainda traz benefícios para saúde.

Por ser natural ela não causa o efeito de sentir mais fome ou vontade de consumir mais açúcar (isso ocorro quando você consume muito adoçante artificial ou açúcar tradicional),os glicosídeos de stévia também não são metabolizados pelo organismo, e dessa forma ela é considerada um alimento sem calorias. (Essa é a melhor parte não é?)

Stévia é um adoçante natural que traz diversos benefícios para saúde.
Stévia é um adoçante natural que traz diversos benefícios para saúde.

Uma das maiores queixas é que esse adoçante tem um sabor residual amargo,a boa notícia é que já existem estudos direcionados para minimizar este amargor, melhorando assim a aceitabilidade do produto (oba!!).

Uma coisa que gosto de alertar é que durante a compra do produto é, extremamente necessário verificar sua composição, através da leitura do rótulo. Alguns adoçantes à base de Stévia podem não conter apenas esse ingrediente, e ás vezes, para melhorar o paladar, eles são acrescidos de sacarina e outros aditivos, deixando de ser 100% natural. Sua dose diária recomendada é de: 5,5 mg/Kg.

Taumatina: É uma mistura de proteínas extraída de uma planta da África Ocidental, que no organismo se metaboliza como as demais proteínas da dieta. É a substância mais doce conhecida, umas 3000 vezes mais que o açúcar. Muito utilizada em balas e outros alimentos ou em adoçantes dietéticos em conjunto da stévia.

Xilitol: Esse adoçante é um dos meus favoritos! Por ser um poliol lentamente absorvido e que não fermenta, ele não causa aumento do açúcar no sangue além de possuir benefícios para saúde bucal (reduz o desenvolvimento de cáries). Muito versátil ele pode ser utilizado em preparações quentes sem perder o sabor típico da sacarose (açúcar de mesa). O Xilitol também não tem toxicidade conhecida nos seres humanos, a única ressalva é que doses acima de 60g diárias podem ter efeito laxativo.

Sintéticos ou artificiais:

Neo hesperidina di-hidrocalcona

Neotame: Um dos mais potentes que existem

Acesulfame-K: Não é metabolizado pelo organismo e tem poder adoçante 200 vezes maior que a sacarose. Deve ser orientada a restrição para pacientes que necessitam controlar a ingestão de potássio.

Aspartame:  O uso indiscriminado desse tipo de adoçante artificial é cada vez mais preocupante. Isso porque pesquisas mostram que a ingestão de apenas metade da dose diária aceitável como segura segundo o FDA(órgão americano que regula a dosagem de diversas substâncias) é capaz de causar alterações neuro comportamentais prejudiciais, como: depressão, humor irritável, déficit de memória, insônia e comprometimento cognitivo.

A composição química do Aspartame parece ser a maior causa desses problemas, por ser metabolizado para gerar ácido aspártico, fenilalanina e metanol,ele induz a formação de formaldeído e um de um neurotransmissor excitatório que diminui a produção de hormônios que nos dão a sensação de prazer e felicidade (serotonina e a dopamina). Ou seja,quanto mais consumimos aspartame mais nossos neurônios são afetados e toda função cognitiva também.

Refrigerantes diets e alimentos zero açúcar são ricos em aspartame
Refrigerantes diet e alimentos zero açúcar são ricos em aspartame

E onde encontro aspartame? Em vários alimentos!Os principais são: 1.Refrigerantes diets (Sim! E você que achou que estava cortando as calorias e fazendo um bom negócio!) 2.Cereais matinais 3.Remédios para crianças 4.Produtos zero açúcar 5.Bebidas energéticas 6.Iogurtes  7.Balas e chicletes

Ciclamato: É 50 vezes mais doce que o açúcar. Segundo a OMS (Organização Mundial de açucar) pode produzir e mutações genéticas e alergias. Eleinclusive é proibido em diversos países (EUA, Japão,França) e é contraindicado para grávidas (coisa boa não é viu!).

Lactitol: Adoçante artificial pobre em calorias. É empregado para a confecção de doces de baixas calorias.  É menos doce que a sacarose porém mais estável que o aspartame.

Polidestrose: Adoçante utilizado como espessante e gelificante em sobremesas.

Sacarina: Também já foi proibido em alguns países. Nos Estados Unidos é obrigatório constar nos rótulos dos produtos que contenham este aditivo. Acredita-se que doses inferiores a 2,5 gramas ao dia não são tóxicas, mas acima disso podem fazer mal a saúde; ele também é contra indicado para mulheres grávidas.

Sorbitol: Tem as mesmas vantagens e inconveniências que a frutose (aquele natural que falei acima), porém pode causar diarreia se for consumido em excesso. É o adoçante geralmente utilizado nas gomas de mascar “sem açúcar”. No fígado pode ser transformado em glicose e frutose.

Sucralose: Açúcar modificado com átomos de cloro, é 600 vezes mais potente que o açúcar comum. Descoberta em 1976 a sucralose é um derivado do açúcar produzido a partir da cloração da sacarose. Essa inversão confere à sucralose característica não nutritivas, ou seja, o composto final apresenta baixa absorção pelo trato gastrointestinal e assim, não oferece calorias. 

A sucralose pode trazer riscos à saúde e sua ingestão deve ser evitada
A sucralose pode trazer riscos à saúde e sua ingestão deve ser evitada

Por possuir cloro em sua molécula, após este ser liberado no organismo ele pode competir com o iodo que possuímos no organismo, e tentar alojar-se nos tecidos da tireóide, propiciando o quadro de hipotireoidismo. Existem estudos que negam essa afirmação, mas é bom saber que existe esse risco. Outro ponto importante é a segurança do seu produto para uso em crianças, idosos e gestantes, existem pesquisas que apontam quadros de alterações na excreção renal, alteração fetal e hematológica, além de perda de minerais, então anote só para saber que também pode existir esse risco. Ah e tem mais! Como outros compostos organoclorados, (Ex. pesticidas e DDT) ele é passível de riscos de desenvolvimento de câncer em especial de leucemia e câncer gastrointestinal. A dose diária recomendada pelo FDA para o consumo de sucralose é 15mg/kg/dia.Considerando que os sachês comercializados possuem 800mg cada, numa pessoa com peso médio de 70 kg, temos então o consumo de 1050mg/dia, contando apenas um sachê.

Deu para aprender um pouco sobre os principais adoçantes? Qualquer dúvida entre em contato comigo ou deixe seu comentário 😉

Colunista: Vanessa Baad @vanessabaadnutri

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